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Racismo no futebol: Até quando vamos tolerar o intolerável?

Imagem: Reprodução/ESPN

Imagem: Reprodução/ESPN

Mais um episódio revoltante de racismo no futebol brasileiro. Desta vez, aqui no Paraná, em um jogo da Série B entre Operário de Ponta Grossa e América Mineiro. Um jogador boliviano, que deveria representar o espírito de integração latino-americana, protagonizou um episódio lamentável ao proferir ofensas racistas contra um atleta do Operário.

É inacreditável. Em pleno 2025, ainda estamos lidando com isso — e dentro de campo! O futebol, que deveria ser um espaço de inclusão, segue sendo palco de ódio e preconceito. O mais grave: o autor da injúria racial foi detido, como manda a lei, mas até quando vamos assistir a esses absurdos se repetindo como se fosse normal?

Não é normal. Não é aceitável. Não é mais possível relativizar atos racistas, ainda mais vindos de quem, teoricamente, também enfrenta preconceito em sua própria terra. O racismo, quando vem de onde menos se espera, é ainda mais cruel. E não se combate com discursos vazios ou notinhas de repúdio. Se combate com ação imediata, punição severa e vergonha pública.

A verdade é dura: enquanto as punições forem brandas, enquanto os clubes continuarem passando pano, enquanto os jogadores não se unirem para dizer “chega”, esses episódios continuarão. Era momento de parar o jogo, abandonar o campo e exigir uma resposta forte — não apenas contra o jogador, mas contra o sistema que ainda permite que o racismo se manifeste tão livremente no nosso futebol.

Chega de tolerância com o intolerável. Chega de naturalizar o inaceitável. O futebol brasileiro precisa acordar. Não importa se o racismo vem da arquibancada, do vestiário ou de dentro de campo — ele precisa ser arrancado pela raiz.

Racistas não podem ter vez no esporte. Nem aqui, nem fora daqui.

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