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Iniciativa do Estado, Centre Pompidou Paraná marca relação de amizade com a França

Foto: Jonathan Campos/AEN

Foto: Jonathan Campos/AEN

Os primeiros tijolos do Centre Pompidou Paraná que começam a ganhar forma em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado, representam um marco não apenas para a arte e a cultura, mas também para os 200 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e França e os 500 anos de amizade entre os dois países. Em celebração às duas datas, 2025 é considerado o Ano Cultural Brasil-França.

O Paraná será o primeiro estado nas Américas e no Hemisfério Sul a contar com um satélite do renomado museu francês, que foi inaugurado em 1977, em Paris, e conta com unidades em cidades como Málaga (Espanha), Bruxelas (Bélgica), Xangai (China), Alula (Arábia Saudita) e, em breve, Seul (Coreia do Sul). Agora, ele será construído em Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.

O projeto arquitetônico do novo museu, assinada pelo arquiteto paraguaio Solano Benítez, foi apresentado publicamente nesta sexta-feira (5), em um evento no terreno onde o espaço cultural será instalado e que contou com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior e do presidente do Centre Pompidou, Laurent Le Bon.

“A relação entre o Brasil e a França já dura 200 anos porque foi constituída na base de muita confiança. Por isso, agradeço a confiança que o Centre Pompidou depositou no Paraná e na nossa equipe, para poder construir um projeto desta magnitude, que transforma a cultura brasileira”, afirmou o governador. “O Centre Pompidou coloca o Brasil, e especialmente o Paraná, na rota mundial da cultura, da arte e também do turismo”.

A cônsul-geral da França em São Paulo, Alexandra Mias, destacou que a relação de amizade entre os dois países é fortemente marcada pela arte e pela cultura. Ela citou o Movimento Antropofágico criado por intelectuais brasileiros na década de 1920, inspirado em movimentos artísticos franceses e nas idas e voltas dos artistas ao país europeu, e a influência da sonoridade brasileira para a música francesa.

O Centre Pompidou Paraná, segundo ela, mantém essa tradição no século XXI. “Essa busca pelo universal através de trocas culturais e da arte está na base da relação da França e do Brasil, que se perpetua hoje através de muitos projetos culturais”, disse Alexandra. “Esses tijolos são simbólicos porque é mais uma pedra que consolida os laços estreitos entre a França e o Brasil, ainda mais neste ano que celebramos dois séculos relações diplomáticas e cinco séculos de amizade mútua”.

“O primeiro Centre Pompidou das Américas, que vai ficar aqui em Foz do Iguaçu, reflete a ambição comum entre a França e o Brasil, através do Paraná, de criar um diálogo, um espírito de universalidade em um mundo infelizmente fragmentado, através da circulação de obras de arte moderna e contemporânea”, ressaltou.

Confira a matéria completa acessando AQUI.

Fonte: AEN Paraná

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