No dia 7 de setembro de 1965, o Palmeiras entrou para a história ao vestir o uniforme da Seleção Brasileira em um amistoso contra o Uruguai, no Mineirão, em Belo Horizonte. Convidado pela antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD), o clube paulista representou integralmente o Brasil — jogadores, comissão técnica e até o técnico Filpo Núñez, que comandou o time.
O resultado foi uma vitória convincente por 3 a 0 e a consagração da equipe da “Academia” como símbolo da força do futebol brasileiro na época.
Outros times também foram “Brasil”
Apesar de o episódio palmeirense ser o mais conhecido, o clube alviverde não foi o único a atuar como Seleção Brasileira.
Naquele mesmo ano, o Corinthians também representou o país em um amistoso internacional contra o Arsenal, em Londres, atendendo a um convite da CBD.
Antes e depois disso, outros clubes como o Atlético Mineiro também vestiram o uniforme da Seleção em partidas comemorativas, num tempo em que a organização do futebol permitia experiências desse tipo.
Uma prática comum no passado
Esses episódios ocorreram em uma era em que a Seleção Brasileira ainda não tinha a estrutura e a logística de hoje. Por isso, era comum a CBD escolher clubes inteiros para representar o país em compromissos pontuais, aproveitando o entrosamento e a organização das equipes.
O caso do Palmeiras se tornou o mais emblemático porque foi o único em que todo o elenco e a comissão técnica do clube atuaram sob o nome da Seleção Brasileira.
Legado histórico
Essas partidas ajudaram a fortalecer a ligação entre clubes e Seleção, mostrando como o futebol brasileiro foi construído sobre o talento e a tradição de suas equipes.
O Palmeiras, de fato, protagonizou o episódio mais marcante — mas a história mostra que vestir a amarelinha, mesmo que por um dia, foi um privilégio compartilhado por mais de um clube brasileiro.
Gazeta Esportiva/ Terceiro Tempo/ GE

