O grupo Sony desenvolveu uma nova tecnologia capaz de rastrear quais músicas foram utilizadas no treinamento de sistemas de inteligência artificial, analisando as faixas geradas e estimando a contribuição de obras originais no resultado final. A iniciativa pode transformar a relação entre criadores, gravadoras e empresas de IA, ao possibilitar que compositores e intérpretes reivindiquem compensações financeiras pelo uso de seus catálogos.
O sistema consegue calcular o “peso” de cada referência musical em composições geradas por IA — por exemplo, apontando porcentagens de influência de diferentes artistas — e, quando há cooperação com empresas de tecnologia, pode ser conectado diretamente aos modelos para melhorar a precisão dos dados.
Especialistas do setor afirmam que, diante do aumento de obras produzidas por inteligência artificial e das disputas sobre propriedade intelectual, ferramentas como essa podem criar um modelo similar ao existente em streaming e audiovisual, em que o uso de obras gera royalties distribuídos aos detentores de direitos.
A tecnologia da Sony também pode ser aplicada em outras áreas criativas — como vídeos, jogos e personagens digitais — mas ainda depende da adesão das empresas de IA para se tornar amplamente efetiva no pagamento de direitos autorais.
Fonte: Time Brasil CNBC

