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Onda de ataques cibernéticos atinge Irã após ações militares de EUA e Israel

Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/RCC News

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Uma série de ataques cibernéticos de grande escala atingiu plataformas e serviços digitais no Irã neste sábado, em meio à escalada de confrontos com os Estados Unidos e Israel. Especialistas em segurança digital relataram que sites governamentais, aplicativos populares e até agências de notícias estatais foram invadidos ou sofreram interrupções após uma ofensiva militar conjunta aliada aos EUA e Israel, lançada na última madrugada.

Relatórios de monitoramento indicam que a conectividade com a internet no país caiu drasticamente, chegando a cerca de 4% do tráfego normal, o que sugere um impacto profundo na infraestrutura digital iraniana. Além disso, ataques focados em exibir mensagens políticas – em alguns casos encorajando militares e civis a abandonarem o apoio ao regime – foram enviados através de aplicativos amplamente usados, ampliando o alcance da operação hacker.

Especialistas em cibersegurança acreditam que essas invasões podem ter sido facilitadas por grupos alinhados aos interesses dos Estados Unidos e Israel, que estão tentando desestabilizar a capacidade de resposta iraniana tanto no campo físico quanto na esfera virtual. O uso de técnicas como negação de serviço (DDoS) e infiltrações em portais oficiais reforça a ideia de que a ciberguerra se tornou um componente central do atual conflito no Oriente Médio.

Em contrapartida, grupos cibernéticos pró-Irã também intensificaram suas atividades, promovendo ataques contra alvos israelenses e americanos, incluindo tentativas de invasão em sites e sistemas de infraestrutura crítica. Essas ações mostram que a disputa se estende além do campo de batalha tradicional e sinalizam um agravamento dos confrontos digitais entre os dois lados.

Analistas alertam que a combinação de guerra convencional e ciberataques pode desestabilizar ainda mais a região e provocar consequências globais, tanto para a segurança de dados quanto para mercados financeiros, que já registram volatilidade em resposta às notícias de conflito. A complexidade dessa nova frente virtual levanta questões sobre como governos e empresas vão responder a uma ameaça que ultrapassa fronteiras físicas.

Fonte: Olhar Digital

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