Um vazamento de dados no sistema do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) expôs informações ligadas a aproximadamente 2,8 milhões de CPFs, segundo informações divulgadas pela Dataprev. De acordo com o órgão, cerca de 98% dos registros acessados pertenciam a pessoas já falecidas.
A falha de segurança foi identificada em abril deste ano pela Dataprev, estatal responsável pela gestão dos dados previdenciários do país. Apesar da predominância de registros de pessoas mortas, aproximadamente 50 mil segurados vivos também tiveram dados comprometidos, conforme apuração preliminar.
Em nota, o INSS afirmou que o vazamento não permite automaticamente a liberação de benefícios ou empréstimos consignados, já que os processos exigem etapas adicionais de validação, incluindo biometria facial e apresentação de documentos.
O órgão informou ainda que a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi comunicada sobre o incidente dentro do prazo previsto pela legislação. Técnicos seguem consolidando os dados para dimensionar o impacto completo da exposição.
Especialistas alertam que vazamentos envolvendo dados previdenciários elevam o risco de golpes financeiros e fraudes, principalmente contra aposentados e pensionistas, considerados públicos mais vulneráveis a crimes digitais.
Fonte: Olhar Digital

