RCCNews

Supergirl acerta na heroína, mas tropeça em uma fórmula que já parece desgastada

Divulgação: Warner Bros./ DC Studios

A nova fase da DC ganha mais um capítulo com Supergirl, longa dirigido por Craig Gillespie que adapta elementos da aclamada HQ Woman of Tomorrow. A boa notícia é que Milly Alcock assume o papel de Kara Zor-El com segurança, carisma e uma energia que diferencia a personagem do tradicional perfil do Superman. Sua interpretação é, de longe, o maior acerto do filme.

O problema é que o roteiro raramente acompanha o talento da protagonista. A jornada espacial mistura ação, drama e vingança, mas segue um caminho excessivamente familiar. A sensação é de que o filme passa boa parte do tempo repetindo fórmulas já conhecidas do gênero, sem encontrar uma identidade própria que justifique sua importância dentro do novo universo cinematográfico da DC.

Outro ponto que pesa contra a produção é o antagonista. Apesar de cumprir sua função na história, o vilão carece de profundidade e personalidade, tornando-se apenas mais um obstáculo genérico para a heroína superar. Em um momento em que filmes de super-heróis precisam de conflitos memoráveis para se destacar, a falta de um adversário marcante acaba reduzindo o impacto da narrativa.

Divulgação: Warner Bros./ DC Studios
Divulgação: Warner Bros./ DC Studios

Visualmente, porém, Supergirl entrega um espetáculo competente. Os cenários espaciais, as sequências de ação e a direção de arte ajudam a manter o ritmo, enquanto a relação de Kara com Ruthye e o inseparável Krypto acrescenta momentos de humanidade que tornam a aventura mais envolvente. São esses detalhes que impedem o filme de cair completamente na mesmice.

No fim das contas, Supergirl é um filme agradável, mas que deixa a impressão de ter desperdiçado uma excelente oportunidade. A personagem finalmente recebe uma intérprete capaz de carregar uma franquia, porém a história parece satisfeita em apenas cumprir o básico. Para um universo que promete reinventar a DC nos cinemas, isso soa como pouco.

Divulgação: Warner Bros./ DC Studios

Nota RCC News: 6,5/10. Milly Alcock faz uma excelente estreia como Supergirl e demonstra potencial para se tornar um dos principais nomes da nova DC. Pena que o roteiro convencional e o vilão esquecível impeçam o filme de alcançar voos mais altos.

Opinião Murilo Meneguello

Sair da versão mobile