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4ª temporada de Ted Lasso vale a pena?

Divulgação: Apple TV

Ted Lasso

Três anos após um desfecho que parecia definitivo, o retorno de Ted Lasso em sua 4ª temporada prova que algumas fórmulas, por mais açucaradas que pareçam, guardam um valor terapêutico insubstituível na televisão moderna. A premissa de tirar Ted de seu hiato pacato no Kansas para assumir o recém-criado time feminino do AFC Richmond soava inicialmente como um pretexto comercial perigoso. No entanto, a Apple TV+ transformou o ceticismo em uma inteligente reflexão social.

Ao focar nos desafios reais da modalidade — como a gritante desigualdade de investimentos e a falta de visibilidade da segunda divisão —, a série resgata o espírito de “azarão” que consagrou seus primeiros anos. O grande acerto da narrativa é descentralizar o protagonismo de Jason Sudeikis. Embora o icônico otimismo do treinador continue sendo a engrenagem emocional do show, a trama brilha ao dar mais estofo e maturidade para as lideranças de Rebecca e Keeley, além de abrir espaço para que o público se conecte com o novo elenco de atletas.

Mesmo sob os protestos de críticos mais céticos que acusam a temporada de “cumprir tabela” ou apelar para o puro conforto nostálgico, a produção mantém sua essência intacta. Tratar de saúde mental, vulnerabilidade masculina e o poder do coletivo no cenário esportivo atual não é apenas repetição, é uma insistência necessária. Ted Lasso retorna não para reinventar a roda do streaming, mas para nos lembrar do calor reconfortante de rever velhos amigos que sempre sabem extrair o melhor de nós.

Nota da temporada: 4,0/5,0

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