O cancelamento de um voo da GOL entre Porto Alegre (RS) e Salvador (BA), provocado por um problema técnico na aeronave, gerou uma onda de informações falsas nas redes sociais às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, realizado em 25 de outubro. Publicações afirmavam que a companhia havia suspendido diversos voos entre o Sul e o Nordeste para impedir que eleitores chegassem a tempo de votar.
O caso envolveu o voo G3 1979, previsto para sair do Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, no sábado (24). A aeronave apresentou um problema técnico, e a operação foi cancelada. Os 184 passageiros foram afetados, e parte deles precisava chegar à Bahia para participar da votação. A situação provocou manifestações no aeroporto, registradas em vídeos compartilhados nas redes sociais.
A GOL informou que o G3 1979 foi o único voo com destino ao Nordeste cancelado pela empresa naquele sábado. Segundo a companhia, os passageiros receberam opções de reacomodação em outros voos, com partidas previstas para sábado e domingo. Também foi programado um voo extra entre Porto Alegre e Salvador, com saída prevista para aproximadamente 1h de domingo e chegada por volta das 4h, antes do início da votação.
A repercussão levou a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) a reforçar o monitoramento de atrasos e cancelamentos durante o período eleitoral. Em manifestação divulgada na noite de sábado, a agência informou que não havia identificado anormalidades no fluxo aéreo brasileiro e confirmou que o cancelamento do voo ocorreu por questões técnicas, conforme informado pela companhia.
Diante das informações disponíveis, não havia evidências de cancelamentos generalizados de voos da GOL entre o Sul e o Nordeste nem de uma ação deliberada da empresa para impedir o deslocamento de eleitores. As publicações que atribuíram motivação eleitoral ao episódio ampliaram nas redes sociais um caso isolado de cancelamento por problema técnico.
Fonte: Airway.com.br

