Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) intensificam os preparativos para o último debate do segundo turno, marcado para sexta-feira, na TV Globo. Flávio pretende manter os ataques ao adversário, mas com uma postura mais equilibrada. Lula deve priorizar propostas, apresentar um balanço de seu governo e detalhar planos para um eventual novo mandato, incluindo a ampliação de benefícios sociais. Avaliações internas das campanhas indicam que o debate anterior, realizado pela TV Band, não teria alterado as intenções de voto.
Flávio pretende explorar temas sensíveis para o presidente, como as relações de familiares de Lula e a proximidade do petista com ministros do Supremo Tribunal Federal, além de críticas relacionadas à crise no Judiciário e ao caso Banco Master. Lula, por sua vez, afirmou que ficou incomodado com declarações do adversário e o acusou de disseminar mentiras. O confronto será a última oportunidade para os dois candidatos apresentarem suas estratégias diretamente ao eleitor antes da votação de domingo.
Em outra frente, Lula afirmou que entregará ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma autorização para a abertura de seus sigilos telefônico e bancário e dos sigilos de seus cinco filhos. O presidente também desafiou Flávio Bolsonaro a autorizar a abertura dos próprios sigilos bancário e fiscal, além dos registros de suas empresas e de sua família.

