Um relatório da Luminate aponta que intervalos superiores a um ano e meio entre temporadas podem provocar redução na audiência de séries, especialmente no mercado dos Estados Unidos. Segundo a análise, pausas prolongadas podem fazer o público perder a conexão com a história e esquecer detalhes da trama, diminuindo o interesse pelo retorno da produção.
Um dos exemplos citados é Avatar: O Último Mestre do Ar, da Netflix. A segunda temporada chegou mais de dois anos após a primeira e registrou queda de 60% nas visualizações estimadas nos Estados Unidos, passando de 6,2 milhões para 2,8 milhões nos primeiros sete dias. Stranger Things também apresentou redução: a quinta e última temporada, lançada após cerca de três anos e meio, teve queda de 13% nas visualizações estimadas em relação à temporada anterior nas primeiras 12 semanas.
Bridgerton registrou queda de 30% na quarta temporada em comparação com a terceira após um novo intervalo prolongado. Já O Agente Noturno teve redução de quase 40% na terceira temporada, mesmo após uma pausa considerada curta. A série também havia registrado perda semelhante entre a primeira e a segunda temporada, quando ficou quase dois anos sem novos episódios.
A Luminate ressalta que longos intervalos também podem ter efeito positivo, já que alguns espectadores retornam aos episódios anteriores para relembrar a história antes da estreia. Ainda assim, a análise geral aponta tendência de perda de público após pausas prolongadas.
Segundo a empresa, uma característica dos sucessos recentes do streaming é a capacidade de lançar novas temporadas anualmente. Produções como The Pitt, que teve alta de 172%, e Landman, que mais que dobrou as visualizações entre temporadas, são citadas como exemplos de crescimento após intervalos menores.
Fonte: Omelete

