O Outubro Rosa, de conscientização ao câncer e aos cuidados com a saúde da mulher, é marcado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) com o início da distribuição de mais de 300 mil exames de DNA-HPV para os municípios do estado.
Até o momento, foram repassados 29.100 kits do novo modelo, destinados ao teste molecular de DNA-HPV, que já estão sendo utilizados em 38 cidades e em fase de implementação em mais 217 municípios paranaenses, atingindo 255 até o final deste ano. O teste DNA-HPV irá substituir de forma gradual os de citologia convencional, também conhecidos como “Papanicolau”.
O exame de DNA-HPV é uma técnica inovadora que oferece entre 60% a 70% mais capacidade de identificação de câncer de colo de útero. A nova testagem oferece maior sensibilidade para localizar lesões precursoras do câncer do colo do útero, quando comparados ao atual e contribuem para o diagnóstico precoce, redução da incidência da doença e da mortalidade.
A testagem do DNA-HPV será feita por busca ativa pelas Unidades Básicas de Saúde (UBS) para mulheres de 25 a 64 anos, conforme orientação do Ministério da Saúde. A Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza que eles sejam feitos a cada cinco anos em casos negativos.
“É uma grande conquista. É um exame de maior sensibilidade e acurácia na detecção precoce do câncer de colo uterino. Começamos com o projeto-piloto, crescemos e temos uma meta de atingir 255 municípios em todo o Paraná até o fim do ano. As mulheres terão um exame extremamente moderno e sensível na detecção precoce do câncer de colo”, disse o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
O estado do Paraná já faz parte do programa federal e foi um dos 12 estados selecionados em outubro de 2025 para a fase piloto da implementação do DNA-HPV. Depois de Curitiba e Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana, o programa foi estendido para outros 38 municípios. Até a substituição por completo, os exames de Papanicolau seguem realizados em toda a rede de saúde.
A transição tecnológica do exame preventivo convencional (Papanicolaou) para o teste molecular de DNA-HPV ocorre de forma gradual, planejada e pactuada no Sistema Único de Saúde (SUS), em cumprimento às Portarias do Ministério da Saúde (SECTICS/MS nº 3/2024 e Portaria Conjunta SAES/SECTICS nº 13/2025).
Até agora foram distribuídos 29,1 mil testes de DNA-HPV de forma racional, fracionada e monitorada mensalmente, desenhados justamente para acompanhar com precisão a transição tecnológica do rastreamento do câncer do colo do útero.
Essa gestão logística continuada assegura que a entrega dos materiais ocorra em consonância com o ritmo de produção real e com o planejamento de cada território.
Entre os preparativos para a implantação está a capacitação já feita de 2,5 mil trabalhadores das unidades de saúde e também a parceria da Sesa com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), de Curitiba, para o processamento de testes de DNA-HPV.
“O papel dessa central é vital na importância de prevenção de um câncer que mata mulheres e causa vários danos, mas que é prevenível. Essa central cria as condições para que, em pouco tempo, possamos dizer que as mulheres do Paraná estarão livres do câncer de colo de útero”, afirmou o diretor-presidente do IBMP, Pedro Ribeiro Barbosa.
Fonte: AEN Paraná

