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Volkswagen vai levar tecnologia chinesa a carros na América do Sul

Divulgação: Volkswagen

Divulgação: Volkswagen

A Volkswagen planeja levar tecnologias desenvolvidas na China para veículos comercializados na América do Sul e em outros mercados internacionais. A estratégia busca aumentar a competitividade da montadora alemã, reduzir custos e transformar sua operação chinesa em um centro de desenvolvimento e exportação de novas tecnologias. A implementação na América do Sul está prevista para começar até o fim desta década.

Os futuros modelos destinados a mercados emergentes utilizarão a Compact Main Platform e a China Electronic Architecture, desenvolvidas pelo centro de pesquisa da Volkswagen em Hefei, na China, em parceria com empresas locais. Segundo a montadora, o modelo de desenvolvimento pode reduzir em até 30% o tempo necessário para criar novos veículos. A mudança amplia a estratégia anterior da empresa, que concentrava na China as tecnologias desenvolvidas para atender ao próprio mercado chinês.

Outra novidade é o pacote tecnológico VEGA, previsto para 2027. A solução inclui tecnologia de recarga de 850 volts para veículos elétricos e preparação para sistemas de condução autônoma de nível 3, capazes de assumir determinadas tarefas de direção em condições específicas. A arquitetura eletrônica também foi projetada para atender a diferentes modelos e sistemas de propulsão.

A escolha da América do Sul como primeiro destino internacional dessa arquitetura considera a sensibilidade do mercado aos preços e o avanço das fabricantes chinesas na região. A Volkswagen também pretende ampliar as exportações de veículos das marcas Volkswagen e Jetta produzidos na China para a América do Sul e a África. Sudeste Asiático e outros mercados africanos estão entre os possíveis destinos futuros, enquanto Europa e América do Norte estão fora dos planos atuais para essa tecnologia.

A estratégia ocorre em meio à pressão de concorrentes chinesas, como BYD e Geely, que avançaram nos segmentos de veículos elétricos, software automotivo e preços competitivos. A Volkswagen busca recuperar espaço na China e fortalecer sua atuação internacional. De acordo com Ralf Brandstätter, responsável pela operação chinesa da empresa, o mercado de automóveis de passeio do país pode encolher 20% em 2026, o equivalente a cerca de 4,5 milhões de veículos.

Fonte: Olhar Digital

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