O CEO e cofundador da Meta, Mark Zuckerberg, defendeu os novos óculos inteligentes da empresa diante das preocupações relacionadas à privacidade e ao uso dos dispositivos para gravações sem consentimento. Em entrevista à jornalista Joanna Stern, gerente de análise tecnológica da NBC, o executivo comentou a associação dos produtos a situações de assédio e invasão de privacidade.
Durante a conversa, Stern questionou Zuckerberg sobre o Ray-Ban Audio, modelo da companhia que não possui câmera, e se o produto seria uma resposta ao desconforto de algumas pessoas com os óculos inteligentes, que chegaram a ser chamados de “óculos de tarado”, ou “pervert glasses”, em inglês. Zuckerberg afirmou que o desenvolvimento do aparelho começou há bastante tempo e que o projeto já estava aprovado havia pelo menos dois anos.
A jornalista também chamou atenção para o fato de o Ray-Ban Audio não possuir uma luz indicadora que informe às pessoas ao redor quando uma gravação de áudio está acontecendo. Zuckerberg respondeu que o indicador de LED é utilizado para câmeras e, em seguida, mudou o assunto para os óculos convencionais.
Zuckerberg afirmou ainda que a Meta considera a privacidade desde o início do desenvolvimento dos produtos. Segundo ele, a empresa criou recursos para avisar quando os óculos estão realizando gravações e acrescentou novas proteções ao longo do tempo. O executivo também disse que a quantidade de usuários que tentam burlar essas medidas é pequena.
De acordo com Zuckerberg, menos de 0,1% das pessoas que possuem os óculos tentam fazer modificações para contornar as proteções. Ele afirmou que a Meta pretende continuar trabalhando para impedir usos indevidos dos dispositivos e lidar com situações em que usuários tentem utilizar a tecnologia de maneira inadequada.

