A Prefeitura de Maringá pagou mais de 34 milhões de reais em horas extras para servidores municipais ao longo de 2025. A informação está disponível no Portal da Transparência e faz parte de um relatório elaborado pelo vereador Daniel Malvezzi, do Novo, que entrou com uma representação no Tribunal de Contas do Paraná pedindo a abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades nesses pagamentos.
Segundo Malvezzi, a apuração começou ainda em julho de 2025 e aponta que, nos últimos dois anos, os gastos com horas extras podem chegar a 70 milhões de reais. Entre os problemas levantados estão pagamentos a servidores que não teriam autorização legal para ampliar a jornada e casos de funcionários recebendo mais de 200 horas extras por mês, o que representa, em média, quase cinco horas a mais de trabalho por dia, bem acima do permitido por lei.
O vereador afirma ainda que a equipe encontrou divergências entre os dados do Portal da Transparência e os registros de ponto dos servidores. De acordo com ele, a denúncia só foi levada ao Tribunal de Contas porque, mesmo após ser informada há cerca de seis meses, a Prefeitura não teria adotado nenhuma medida para corrigir as possíveis falhas.
Na representação, Malvezzi diz que o valor gasto com horas extras seria suficiente para contratar mais de 800 servidores, e que isso configura um prejuízo recorrente aos cofres públicos. Procurada, a Prefeitura de Maringá informou que ainda não foi notificada pelo Tribunal de Contas e que, se isso acontecer, vai prestar todos os esclarecimentos necessários.

