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Entidades repudiam prisão de jornalista perseguido por Zambelli

© Reprodução vídeo/ Facebook

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Entidades ligadas ao jornalismo manifestaram repúdio à decisão da Justiça de São Paulo que determinou a prisão, em regime aberto, do jornalista Luan Araújo. O profissional ficou conhecido nacionalmente após ser perseguido com uma arma pela então deputada federal Carla Zambelli, em outubro de 2022, na capital paulista.

A ordem de prisão foi expedida pelo juiz José Fernando Steinberg. Segundo a decisão, Araújo deixou de cumprir o pagamento de uma indenização de R$ 2,2 mil, estabelecida após condenação por difamação em ação movida por Zambelli. O jornalista afirma estar desempregado e sem condições financeiras para quitar o valor.

Em nota conjunta, a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo e a Comissão Nacional de Jornalistas pela Igualdade Racial da Fenaj classificaram a medida como injusta e manifestaram solidariedade ao profissional. As entidades destacaram a situação de vulnerabilidade enfrentada por Araújo e criticaram a prisão em razão da dívida judicial.

Nas redes sociais, o jornalista disse estar abalado com a situação, relatando dificuldades financeiras, desemprego e problemas psicológicos. Ele também comparou seu caso ao de Carla Zambelli, que teve o pedido de extradição para o Brasil negado pela Justiça italiana e permanece em liberdade no exterior.

O episódio que colocou os dois em lados opostos ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Imagens mostraram Zambelli perseguindo Araújo armada pelas ruas de São Paulo. Em razão do caso, a ex-deputada foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.

Fonte: Agência Brasil

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