O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em entrevista ao The Washington Post que não existe “possibilidade de recuar um milímetro” no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Para Moraes, a Corte está preservando a democracia brasileira e seguirá com base nas provas.
Enquanto isso, o governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, elevou o tom contra o magistrado. Após a decisão de Flávio Dino de considerar ineficaz no Brasil uma ordem judicial do Reino Unido — que poderia respaldar sanções impostas a Moraes —, a diplomacia americana reagiu chamando o ministro de “tóxico” e reforçando que cidadãos dos EUA estão proibidos de manter relações comerciais com ele.
Moraes, por sua vez, rebateu dizendo que a relação entre Brasil e EUA foi contaminada por “narrativas falsas e desinformação”, citando Eduardo Bolsonaro como um dos articuladores dessa hostilidade. Já Dino sustentou que sentenças estrangeiras só podem ter validade no Brasil após homologação ou via cooperação internacional.
Apesar das críticas e restrições impostas pelos EUA, Moraes concluiu que seguirá investigando forças que tentam, segundo ele, “desfazer a democracia brasileira”.

