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Moraes pede extradição de ex-assessor acusado de vazar informações sigilosas

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a extradição de Eduardo Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que atualmente reside na Itália. O pedido, enviado pelo Ministério da Justiça ao Itamaraty, deverá ser formalizado junto ao governo italiano. A medida ocorre após a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciar Tagliaferro ao STF nesta sexta-feira (22). Ele responde por acusações de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

De acordo com a PGR, quando chefiava a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, Tagliaferro teria vazado informações sigilosas a veículos de imprensa e a terceiros. Para o procurador-geral da República, Paulo Gonet, os indícios levantados pela Polícia Federal apontam que ele agiu em benefício próprio e de uma organização criminosa responsável por ataques ao sistema eleitoral e ao STF.

A acusação também sustenta que o ex-assessor manteve vínculos com investigados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, deixando o país para, supostamente, “potencializar reações ofensivas contra autoridades responsáveis pelas apurações”. Entre os vazamentos atribuídos a ele estariam informações internas do gabinete de Moraes, incluindo ordens extraoficiais para a produção de relatórios usados em decisões contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, no âmbito do inquérito das fake news.

As denúncias levantam questionamentos sobre a imparcialidade dos julgamentos, já que Moraes, ao mesmo tempo em que figura como vítima em parte dos episódios, também pode atuar como julgador. Agora, o STF deverá abrir prazo para que a defesa de Tagliaferro apresente manifestação antes de decidir se ele será transformado em réu.

Fonte: Jovem Pan

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