Com quase três quartos da obra concluída, a Ponta de Guaratuba já não exige mais da imaginação dos curiosos – seu desenho está visível e muito sólido na Baía de Guaratuba. Desde 2023, centenas de profissionais de diversas áreas, maquinários pesados e embarcações unem forças para tirar o projeto do papel, depois de quase três décadas de espera. Mantendo três turnos de trabalho, a empreitada chegou a 73% de conclusão, faltando, por exemplo, apenas duas das 64 estacas previstas. Os dados são do boletim mais recente, com os números de agosto.
A construção, um marco na infraestrutura do Litoral paranaense, vai agilizar o deslocamento entre Caiobá e Guaratuba, aposentando os ferry-boats – e suas filas de espera na temporada de verão –, e contribuirá com o desenvolvimento dos municípios da região. Quando estiver finalizada, a obra, executada pelo Consórcio Nova Ponte, terá mais de 1.200 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos.
Considerando ainda os acessos terrestres nas duas entradas da ponte, a obra vai abranger pouco mais de 3 km. A projeção é de que os veículos possam transitar pelo local a partir de abril de 2026. A Ponte de Guaratuba é um investimento de quase R$ 400 milhões do Governo do Estado, por meio do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL).
Enquanto não chega a hora de pegar a estrada, relembre os principais passos dessa construção histórica, entre idas e vindas e disputas judiciais:
2019 – Tudo começou com a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA), com investimento de quase R$ 1 milhão por parte do Governo do Estado. Ele foi entregue em 2019. O estudo apontou a viabilidade da construção da obra e as possíveis alternativas técnicas. Nele, haviam sido levantados cinco propostas de traçados.
2020/2021 – O movimento seguinte englobou a contratação e realização dos estudos ambientais e do anteprojeto de engenharia da obra. Seis concorrentes chegaram até a fase final do processo licitatório, vencido pelo consórcio formado pelas empresas Maia Melo Engenharia, de Pernambuco, e Enescil Engenharia de Projetos, de São Paulo.
Uma das obrigações do vencedor era validar ou propor alterações para os três traçados mais viáveis apontados no EVTEA. A concorrência foi feita na modalidade Seleção Baseada na Qualidade e Custo (SBQC), com o vencedor sendo definido de acordo com as melhores propostas de preço e técnica. A homologação ocorreu em abril de 2021.
Fonte: AEN Paraná