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Fim da novela? Trump diz que China aprovou venda do TikTok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China parece ter aprovado o acordo que permitirá a venda...

Banco de Imagens: Pixabay
Banco de Imagens: Pixabay

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a China parece ter aprovado o acordo que permitirá a venda do TikTok no país, encerrando meses de impasse em torno do futuro da plataforma. A negociação envolve a ByteDance, proprietária chinesa do aplicativo, e empresas americanas que assumirão o controle da operação local.

A disputa começou com acusações de que o TikTok poderia colocar em risco a segurança nacional ao permitir que dados de milhões de usuários americanos fossem acessados pelo governo chinês. Em resposta, o Congresso dos EUA aprovou em 2024 uma lei exigindo que a ByteDance se desfizesse da operação no país. Desde então, os prazos foram prorrogados diversas vezes, em meio a tensas negociações entre Washington e Pequim.

Segundo Trump, o acordo deve garantir que as operações americanas do aplicativo fiquem sob jurisdição dos Estados Unidos, enquanto a China manterá certas salvaguardas relacionadas a exportações de tecnologia e direitos de propriedade intelectual. O presidente destacou, em entrevista à Fox News, que a reunião recente com representantes chineses foi positiva e que “parece que eles aprovaram o TikTok”. A imprensa estatal chinesa, por sua vez, classificou o entendimento como um cenário de “ganha-ganha”.

Apesar do avanço, ainda não estão claros todos os detalhes do negócio. Não há confirmação oficial sobre quais companhias norte-americanas ficarão responsáveis pelo aplicativo, nem sobre como será tratado o uso do algoritmo que sustenta as recomendações de vídeos. Além disso, o acordo precisará passar pelo crivo legal nos dois países e pode enfrentar questionamentos no Congresso americano.

Se consolidado, o desfecho representará uma vitória política para Trump, que transformou a pressão pela venda do TikTok em bandeira de sua agenda de segurança nacional. Também poderá marcar um novo capítulo nas relações entre EUA e China, em meio a uma disputa mais ampla que envolve comércio, tecnologia e propriedade intelectual. Para os mais de 170 milhões de usuários do aplicativo nos Estados Unidos, a principal expectativa é que a plataforma siga funcionando normalmente, sem mudanças significativas na experiência ou nas ferramentas de criação e monetização de conteúdo.

Fonte: Olhar Digital