Política

Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal reconhecem Estado da Palestina, ampliando apoio internacional

Neste domingo (21), o Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal reconheceram oficialmente o Estado da Palestina, marcando um avanço significativo...

Imagem gerada por IA: Murilo Meneguello
Imagem gerada por IA: Murilo Meneguello

Neste domingo (21), o Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal reconheceram oficialmente o Estado da Palestina, marcando um avanço significativo no reconhecimento internacional da soberania palestina. Com essa decisão, o número de países que reconhecem a Palestina como Estado sobe para aproximadamente 151 dos 193 membros da ONU, representando cerca de 78% dos países da organização.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, afirmou que o reconhecimento visa “reviver a esperança de paz” entre israelenses e palestinos, enfatizando que a medida busca apoiar a solução de dois Estados e não representa uma concessão ao Hamas. O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, reforçou que o reconhecimento é direcionado à Autoridade Nacional Palestina, excluindo o Hamas, e busca promover a convivência pacífica entre os dois povos.

A decisão gerou reações contrastantes. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, saudou o reconhecimento como um passo importante para a autodeterminação do povo palestino. Por outro lado, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou a ação, afirmando que “não haverá um Estado palestino”, e sugeriu possíveis respostas unilaterais, incluindo a anexação de partes da Cisjordânia.

Além disso, a França indicou que seguirá o exemplo desses países, ampliando ainda mais o apoio internacional à causa palestina. A medida ocorre em um contexto de crescente pressão internacional sobre Israel, especialmente diante da situação humanitária em Gaza e da expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Este reconhecimento coletivo reflete uma mudança significativa na diplomacia internacional, sinalizando um apoio mais robusto à Palestina e pressionando por avanços concretos em direção à paz na região.

Fonte: CNN Brasil/ Agência Brasil/ Euronews