O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem sinalizado disposição para autorizar uma ação militar contra o Irã, mas enfrenta resistência de assessores próximos, que defendem uma alternativa diplomática. A informação foi divulgada pelo The Wall Street Journal, que aponta que integrantes do alto escalão da Casa Branca, entre eles o vice-presidente J.D. Vance, avaliam que um ataque poderia provocar uma grave escalada do conflito no Oriente Médio.
De acordo com o jornal, Trump afirmou que analisa “opções muito fortes”, que incluem desde o endurecimento de sanções até uma possível ofensiva militar, em reação à repressão violenta do regime iraniano contra protestos internos. Ao mesmo tempo, auxiliares do governo destacam que o Irã demonstrou disposição para negociar, inclusive sobre o programa nuclear, o que reforça a defesa por uma solução diplomática antes de qualquer confronto armado.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump prefere uma saída negociada, mas não descarta o uso da força se julgar necessário. Em resposta às ameaças, autoridades iranianas alertaram que bases e forças dos Estados Unidos e de Israel no Oriente Médio poderiam ser alvo de retaliação em caso de ataque, elevando ainda mais a tensão internacional em meio à crise interna no país.
Além disso, Trump anunciou nesta segunda-feira, dia 12, que pretende impor uma tarifa de 25% a todos os países que mantiverem relações comerciais com o Irã. Em publicação na rede Truth Social, o presidente afirmou que qualquer nação que fizer negócios com a República Islâmica pagará essa taxa em transações com os Estados Unidos, medida que pode afetar diretamente o Brasil. Segundo dados do governo federal, apenas em 2024, as exportações brasileiras para o Irã ultrapassaram 3 bilhões de dólares, colocando o país como o quinto maior destino das vendas nacionais ao Oriente Médio — patamar que se repetiu em 2025.