A mais recente pesquisa do instituto Genial/Quaest revela que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrenta um momento delicado na opinião pública. Segundo o levantamento, 49% dos brasileiros desaprovam a atual gestão, enquanto 47% aprovam, configurando a primeira vez em que a desaprovação aparece numericamente acima da aprovação desde o início da série histórica. Apesar disso, os índices ainda estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na avaliação geral do governo, o cenário também é desafiador: 39% dos entrevistados classificam a administração como negativa, 32% como positiva e 27% como regular. A pesquisa indica que a percepção econômica tem forte influência nesses resultados. Para 43% dos brasileiros, a economia piorou no último ano, 58% afirmam que os preços dos alimentos aumentaram no último mês e 67% relatam perda do poder de compra, fatores que ajudam a explicar o crescimento da insatisfação popular.
Mesmo com o desgaste, Lula ainda aparece à frente nas simulações eleitorais para 2026. No cenário estimulado de primeiro turno, ele lidera com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro com 23%, Tarcísio de Freitas com 9% e Ratinho Júnior com 7%. A pesquisa também mostra um alto índice de indecisão: 68% dos eleitores ainda não sabem em quem votar quando não são apresentados nomes. Em projeções de segundo turno, Lula venceria todos os adversários testados, mas com vantagens mais apertadas contra Tarcísio e Flávio Bolsonaro.
O levantamento também avaliou a estratégia da direita para a próxima eleição. A maioria dos entrevistados, 54%, considera que a indicação de Flávio Bolsonaro como possível candidato foi um erro. Entre esse grupo, 27% prefeririam Tarcísio de Freitas como representante do campo conservador, enquanto 11% defendem o nome de Michelle Bolsonaro. A pesquisa ouviu cerca de 2 mil pessoas entre os dias 8 e 11 de janeiro, com 95% de nível de confiança, e mostra um cenário político estável, porém com sinais claros de alerta para o governo federal.
Fonte: Jovem Pan