Os contribuintes de Maringá já começaram a receber os carnês do IPTU 2026, que chegam com aumento médio de 30%. O reajuste é resultado da correção inflacionária de 5,3% somada à redução do desconto no valor venal dos imóveis, que caiu de 40% para 25%, medida que, segundo a prefeitura, busca evitar perdas na arrecadação.
Pesquisa realizada pela Jovem Pan Maringá, Maringá News e Ágili Pesquisas, com 616 entrevistas, mostra forte insatisfação da população. Para 68,8% dos moradores, o imposto é considerado caro ou muito caro, enquanto apenas 25,5% avaliam o valor como justo. Na zona oeste, nenhum entrevistado considera o IPTU justo, e quase 67% classificam a cobrança como cara.
O levantamento também revela desconfiança quanto à aplicação dos recursos: 43% afirmam ver pouco ou nenhum retorno do imposto, índice que chega a 76,2% na zona oeste. Apesar disso, quando avaliam os serviços públicos, a cidade aparece dividida entre satisfeitos (42,3%) e insatisfeitos (41,6%), indicando reconhecimento parcial dos serviços, mas com clara resistência ao valor cobrado e à gestão dos recursos.