O duelo entre dois times pressionados, Santos Futebol Clube e Sport Club Internacional, tinha um ingrediente a mais: o retorno de Neymar após ficar fora da convocação de Carlo Ancelotti — a última antes da lista final da Copa.
Era a chance perfeita para o camisa 10 responder em campo, mostrar que ainda pode ser decisivo mesmo convivendo com lesões e ausências frequentes. Mas o que se viu foi o oposto.
Neymar até deixou o dele, de pênalti. E parou por aí.
Faltou intensidade, faltou presença, faltou impacto. Quando o jogo pediu competitividade de verdade, ele simplesmente não conseguiu. Foi neutralizado com relativa facilidade por uma defesa longe de ser elite mundial — nada de Virgil van Dijk, Antonio Rüdiger ou Willian Pacho do outro lado.
É claro que o elenco do Santos não ajuda. É limitado, tem carências claras. Mas o ponto aqui é outro: Neymar já não consegue mais ser aquele diferencial isolado, o jogador que resolvia sozinho quando o coletivo não funcionava.
Os dribles desconcertantes sumiram. As arrancadas também. O um contra um já não assusta como antes. E isso tem explicação simples: a parte física já não acompanha o talento.
Os números ajudam a entender. Em 2026, são apenas cinco jogos, com três gols e duas assistências — sendo o melhor momento contra o Vasco. Muito pouco para quem quer brigar por vaga em Copa do Mundo.
Por isso, hoje, não faz sentido tratar Neymar como peça fundamental para o hexa. Isso já virou mais nostalgia do que realidade. É a lembrança de um jogador brilhante no auge — e que, sim, deixou saudade.
Também não faz sentido questionar Ancelotti. As opções que ele tem em mãos vivem outro momento. Vinícius Júnior foi decisivo pelo Real Madrid contra o Manchester City. Raphinha brilhou pelo FC Barcelona.
É neles — e no presente — que o Brasil precisa apostar.
Porque, hoje, Neymar já não decide mais.