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CADE intima Apple para explicar restrições ao Pix por aproximação no iPhone

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) intensificou as investigações sobre a Apple no Brasil, emitindo uma nova intimação para...

Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/RCC News
Imagem gerada por inteligência artificial-ChatGPT/RCC News

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) intensificou as investigações sobre a Apple no Brasil, emitindo uma nova intimação para que a empresa esclareça as barreiras impostas ao uso do Pix por aproximação em iPhones. O foco da autarquia é entender se a empresa utiliza seu controle sobre o chip NFC (tecnologia que permite pagamentos por proximidade) para favorecer sua própria carteira digital, o Apple Pay, em detrimento de soluções locais.

Enquanto usuários de Android já utilizam o Pix por aproximação de forma integrada há algum tempo, os donos de iPhone enfrentam limitações. Instituições financeiras e fintechs brasileiras alegam que a Apple impõe condições comerciais abusivas e taxas por transação para liberar o acesso ao sensor NFC. Em sua defesa prévia, a Apple minimizou a relevância da função, afirmando que o “Pix por aproximação não é uma prioridade clara nem uma demanda essencial dos consumidores no Brasil”, além de alegar que a abertura irrestrita do sistema poderia comprometer a segurança dos dados dos usuários.

O CADE, no entanto, quer detalhes técnicos e contratuais sobre como a empresa opera no país. A investigação busca evitar que a “Big Tech” crie um monopólio sobre o ecossistema de pagamentos no iOS, garantindo que o consumidor brasileiro tenha liberdade de escolha entre o Apple Pay e as carteiras digitais de seus próprios bancos para realizar transações instantâneas.

Fonte: Olhar Digital