Os acidentes de Niki Lauda, em 1976, e Romain Grosjean, em 2020, são considerados marcos na evolução da segurança da Fórmula 1. Separados por mais de quatro décadas, os episódios ajudaram a transformar a categoria, expondo falhas críticas e, posteriormente, comprovando a eficácia de tecnologias desenvolvidas ao longo dos anos.
O grave acidente de Lauda no circuito de Nürburgring evidenciou a precariedade das condições de segurança da época. O piloto austríaco sofreu queimaduras severas após ficar preso em um carro em chamas, o que levou a mudanças imediatas, como melhorias nos equipamentos antichamas, criação de equipes médicas especializadas e alterações nos circuitos, com áreas de escape mais amplas.
Décadas depois, o acidente de Grosjean no Grande Prêmio do Bahrein chocou o mundo ao mostrar um carro partido ao meio e envolto em fogo. Apesar da gravidade, o piloto sobreviveu com ferimentos leves, graças a dispositivos modernos como o Halo, o HANS e a célula de sobrevivência, além de roupas altamente resistentes ao fogo.
I did a thing. Romain Grosjean's 2020 Bahrain GP crash, World Feed v Real Time v DtS. Audio is from the World Feed pic.twitter.com/CsJTXOMTLx
— Race Day Replay (@RaceDayReplay) April 3, 2026
A comparação entre os dois episódios evidencia a evolução contínua da segurança na Fórmula 1. Se o acidente de Lauda expôs fragilidades e iniciou uma mudança estrutural, o de Grosjean demonstrou que décadas de investimentos e inovação salvaram vidas, consolidando novos padrões de proteção no esporte.
Fonte: Jovem Pan