O Pix entrou na mira do governo dos Estados Unidos por motivos que vão além da concorrência com empresas de pagamentos. Especialistas ouvidos pela Agência Brasil avaliam que o sistema brasileiro desafia a influência de Washington sobre a infraestrutura financeira do país e ajuda a reduzir a dependência de plataformas controladas por empresas e instituições norte-americanas.
Segundo os analistas, o Pix fortaleceu a soberania financeira do Brasil ao criar uma infraestrutura pública de pagamentos, administrada pelo Banco Central. O modelo permite transferências instantâneas a baixo custo, amplia a inclusão bancária e diminui a necessidade de intermediários privados, tornando o sistema financeiro nacional mais independente.
Os especialistas afirmam que sistemas nacionais de pagamento também reduzem a capacidade dos Estados Unidos de exercer influência por meio de sanções financeiras ou do controle de redes internacionais de pagamentos. Esse fator explicaria parte do incômodo de Washington com a expansão do Pix.
Embora empresas como Visa e Mastercard sejam citadas no debate, a avaliação é de que a principal questão é geopolítica. O modelo brasileiro representa uma alternativa à infraestrutura financeira dominada por grupos norte-americanos e reforça a autonomia do país em um setor considerado estratégico.
Fonte: Agência Brasil