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Casa da Mulher Paranaense: Estado vai construir espaços voltados à qualificação feminina

O Paraná vai contar com novos espaços para impulsionar a carreira das mulheres e promover o potencial e o protagonismo...

Foto: Geraldo Bubniak/AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior participa do evento Encontro Estadual Cuida Mais Paraná, no Palacio Iguacu, em Curitiba nesta segunda-feira (31).

O Paraná vai contar com novos espaços para impulsionar a carreira das mulheres e promover o potencial e o protagonismo feminino. O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta segunda-feira (31), durante o Encontro Estadual Cuida Mais Paraná, o programa Casa da Mulher Paranaense, que prevê a construção de 10 unidades em municípios com mais de 10 mil habitantes. Na mesma solenidade, o governador entregou aos municípios 72 veículos para serem usados em ações voltadas a mulheres.

A Casa da Mulher Paranaense é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) e é destinada às cidades que tenham em sua estrutura os Organismos de Políticas para as Mulheres (OPMs), como Conselho e Fundo dos Direitos da Mulher. O projeto paranaense é diferente da Casa da Mulher Brasileira, do governo federal, por não se tratar de um local de acolhimento a mulheres vítimas de violência, mas um espaço voltado à geração de oportunidades a esse público.

“Será um ambiente para a mulher poder fazer capacitação profissional. Lá dentro também vai ter o Banco da Mulher Paranaense, que é uma linha de financiamento a juro zero para as mulheres poderem abrir o seu negócio, dando amparo financeiro para que ela possa crescer como empreendedora e profissional”, explicou o governador. “Tudo isso foi formatado, junto com a entrega de 72 veículos, para os municípios darem todo o apoio à política para as mulheres. A ideia é atender o maior número possível de localidades, começando pelas cidades polo”.

Mas além da geração de oportunidades, a proteção das mulheres também será um dos focos de atendimento no local. Junto às atividades de qualificação profissional e apoio à atividade empreendedora, também serão oferecidas ações de prevenção e conscientização, escuta inicial e encaminhamento à rede especializada em casos de violência doméstica. As casas também serão utilizadas para oficinas, palestras e diferentes atividades voltadas ao público feminino.

A Semipi ainda vai abrir o edital para a seleção das cidades que serão contempladas neste primeiro momento. O convênio prevê o repasse fundo a fundo, com o governo destinando os recursos ao município que, por sua vez, será responsável pela aquisição do terreno, o projeto de implantação e pela contratação dos funcionários.

“Vai ser um espaço de oportunidades para todas as mulheres, no qual elas poderão buscar crescimento pessoal, capacitação para o mercado de trabalho e crédito para o seu negócio. Um verdadeiro espaço para as mulheres poderem prosperar”, explicou a secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte.

A supervisão e acompanhamento da obra serão feitos pelo Paranacidade, Serviço Social Autônomo vinculado à Secretaria das Cidades (Secid). E além da obra padrão, o Estado também pode apoiar reformas e adaptações em espaços já existentes nos municípios.

PROJETO – O projeto padrão da Casa da Mulher Paranaense foi elaborado pelo Escritório de Projetos Executivos de Engenharia e Arquitetura (Projetek), programa coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que envolve as sete universidades estaduais do Paraná. Os desenhos técnicos são da equipe do Projetek da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) e foram desenvolvidos a partir da demanda apresentada pela Semipi, que acompanhou e validou cada etapa dos projetos.

O modelo inclui os projetos arquitetônicos, estrutural, hidrossanitário e elétrico, além de sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), cabeamento estruturado e prevenção de incêndio. Também foi desenhada uma fachada personalizada, adaptável para a implantação do empreendimento em imóveis já existentes. O projeto prevê acessibilidade universal e eficiência energética, com ambientes que combinam funcionalidade técnica com acolhimento humanizado, a fim de proporcionar um espaço digno para os atendimentos às mulheres.

Fonte: AEN



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