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Nem de Temer, nem de Bolsonaro: a verdadeira origem do PIX

Desenvolvido por técnicos do Banco Central, o Pix começou a ser idealizado em 2016 e foi lançado oficialmente em 2020,...

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Desenvolvido por técnicos do Banco Central, o Pix começou a ser idealizado em 2016 e foi lançado oficialmente em 2020, sem ligação direta com decisões dos presidentes da época.

O Pix, sistema de pagamentos instantâneos que se tornou parte do dia a dia dos brasileiros, muitas vezes é reivindicado politicamente como criação de um ou outro presidente. No entanto, a realidade é que o projeto nasceu dentro do Banco Central, a partir de estudos técnicos iniciados ainda em 2016, quando Michel Temer era presidente da República, e ganhou forma ao longo dos anos, sendo lançado oficialmente em 2020, já sob o governo de Jair Bolsonaro.

A primeira movimentação oficial aconteceu em maio de 2018, quando o Banco Central instituiu um grupo de trabalho focado em pagamentos instantâneos. O projeto foi conduzido por servidores públicos da autarquia — que tem autonomia operacional — e o cronograma de implantação do Pix já estava traçado antes mesmo de Bolsonaro assumir a presidência.

Durante o governo Bolsonaro, o então presidente do BC, Roberto Campos Neto, seguiu com a execução do plano. O sistema entrou em fase de testes em outubro de 2020 e foi lançado para o público em 16 de novembro do mesmo ano. Desde então, o Pix transformou a forma como os brasileiros transferem dinheiro, com transações gratuitas, instantâneas e disponíveis 24 horas por dia.

Apesar disso, Bolsonaro chegou a afirmar publicamente que “o Pix tem nome: Jair Bolsonaro”. No entanto, essa declaração foi desmentida por checagens jornalísticas, que apontaram que o sistema já estava em desenvolvimento antes de sua gestão e não teve participação direta do presidente.

Fontes: Banco Central/ CNN Brasil/ Metrópoles/ UOL