Que rodada catastrófica para o futebol brasileiro no que se refere à arbitragem. Uma verdadeira vergonha o que vimos nos jogos São Paulo x Palmeiras, Red Bull Bragantino x Grêmio, Internacional x Botafogo, Vasco x Vitória e, por que não, Corinthians x Mirassol — onde, no lance do pênalti, o jogador Reinaldo deveria ter sido punido com cartão vermelho. Erros em sequência, critérios duvidosos e decisões inexplicáveis colocam em xeque a credibilidade do nosso futebol.
No clássico entre São Paulo e Palmeiras, por exemplo, dois lances mudaram completamente o rumo da partida. O pênalti claro não assinalado em favor do São Paulo, quando o placar ainda marcava 2×0, e a não expulsão de Andreas Pereira influenciaram diretamente no resultado, prejudicando o tricolor do Morumbi. O curioso é que o mesmo árbitro, responsável por essa partida, já havia sido afastado no ano passado após um lance polêmico entre Palmeiras e Fortaleza — e, mesmo assim, apitou Flamengo x Cruzeiro no meio da semana. Quanta falta de coerência da CBF!
O que mais causa espanto é a falta de planejamento e de critérios por parte da entidade. O mesmo árbitro que comandou Bahia x Flamengo foi duramente criticado dias antes por sua atuação em Internacional x Corinthians. Em vez de ser poupado, corrigido ou preservado, foi novamente escalado para um jogo de grande visibilidade. Parece que a CBF prefere expor seus árbitros à exaustão, em vez de zelar pela qualidade do espetáculo.
Outro caso lamentável foi o do árbitro Felipe Fernandes de Lima, responsável por Corinthians x Mirassol no sábado à noite e que, menos de 12 horas depois, já estava em Belo Horizonte apitando um campeonato amador. Resultado: passou mal durante a partida. Isso é inadmissível! O árbitro de Série A não pode, de forma alguma, ter uma carga de trabalho incompatível com o nível de exigência do futebol profissional.
O torcedor está cansado de ver o jogo ser decidido fora das quatro linhas. O Brasil precisa urgentemente profissionalizar sua arbitragem, estabelecer critérios claros e respeitar o torcedor — que é o verdadeiro financiador do espetáculo. Sem seriedade e respeito nas decisões, o futebol brasileiro continuará perdendo credibilidade dentro e fora de campo.