Mais de 450 profissionais da educação municipal de Maringá pediram afastamento do trabalho por problemas de saúde mental ao longo de 2025. A informação foi divulgada pela própria Prefeitura em resposta a um requerimento da vereadora Professora Ana Lúcia, do PDT. Segundo o levantamento oficial, foram registrados 453 afastamentos apenas no primeiro semestre do ano passado, envolvendo professores, educadores e também servidores administrativos, como diretores e coordenadores. O município não apresentou dados referentes ao segundo semestre.
Atualmente, a rede municipal de ensino conta com cerca de 6 mil profissionais, sendo aproximadamente 3 mil professores. A vereadora já vinha acompanhando o tema e solicitou também dados dos anos anteriores. Entre 2022 e 2024, a Prefeitura informou que houve 180 afastamentos por questões psicológicas: foram 40 em 2022, 61 em 2023 e 79 em 2024. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, os diagnósticos mais comuns apresentados nos atestados foram transtorno depressivo, transtorno afetivo bipolar, ansiedade generalizada e síndrome do pânico.
Para a Professora Ana Lúcia, os números revelam uma situação preocupante que vem se agravando ano após ano. Ela afirma que o problema não atinge apenas a educação, mas também outras áreas, como a saúde, principalmente por causa da sobrecarga de trabalho e da falta de políticas permanentes de apoio psicológico. A vereadora defende que a saúde mental precisa ser tratada como prioridade, com investimentos, acompanhamento profissional e melhores condições de trabalho para os servidores públicos.