Fundada em Maringá em 2023, a Vinde Wealth nasceu com três sócios, Lucas Sardeti, Henrique Bossoni e Felipe Mendes e nenhum patrimônio sob acompanhamento. Pouco mais de três anos depois, a empresa conta com pouco mais de R$ 500 milhões em patrimônio acompanhado e supera a marca de 500 famílias e empresas atendidas em diferentes regiões do Brasil, reunindo mais de 20 profissionais em seu grupo empresarial.
O crescimento, segundo o fundador e CEO Lucas Sardeti, fez a empresa perceber que o desafio do cliente era maior do que simplesmente escolher onde investir.
“Quanto mais a gente cresceu, mais ficou claro que o problema do cliente não era apenas onde investir. Muitas famílias têm contador, advogado, corretor, assessor, gerente de banco e outros profissionais, mas ninguém necessariamente está olhando o patrimônio inteiro e coordenando essas decisões.”
Do investimento para o patrimônio
A partir dessa percepção, a Vinde começou a ampliar seu modelo. A proposta passou a ser menos centrada na distribuição de produtos e mais voltada à coordenação patrimonial: entender a família, a empresa, os investimentos, os imóveis, a sucessão, os seguros, o crédito, a tributação e a liquidez antes de definir soluções.
“Investimento é uma parte do patrimônio, mas não é o patrimônio inteiro. Quando você começa a olhar empresa, família, imóveis, seguros, crédito, sucessão e liquidez, percebe que as decisões precisam conversar entre si”, afirma Sardeti.
Hoje, além da consultoria de valores mobiliários, o grupo desenvolve a frente de planejamento patrimonial e trabalha na construção de novas verticais, entre elas uma gestora de recursos e uma operação imobiliária. A intenção não é simplesmente oferecer mais produtos, mas criar uma estrutura capaz de coordenar diferentes decisões ao redor do mesmo cliente.
Uma empresa que cresceu a partir de Maringá
A evolução da Vinde ocorreu mantendo Maringá como base da operação. O negócio saiu de uma estrutura formada pelos três sócios fundadores para um grupo com mais de 20 profissionais atuando em áreas como investimentos, planejamento, research, produtos, operações, tecnologia e gestão.
Ao mesmo tempo, a atuação deixou de ser exclusivamente local. A empresa passou a atender famílias e empresas de diferentes estados e a trabalhar com múltiplas instituições financeiras, preservando uma arquitetura aberta na escolha das soluções.
Para Sardeti, os números ajudam a mostrar que a tese encontrou espaço no mercado, mas não representam o objetivo final. “Sair de zero para perto de meio bilhão em patrimônio acompanhado mostra que existe demanda. Mas o mais importante foi entender, ao longo desse crescimento, qual problema realmente precisávamos resolver.”

Maringá gera riqueza. O próximo passo é organizar capital
A expansão da Vinde também está ligada a uma tese mais ampla sobre o mercado financeiro regional. A visão da empresa é que Maringá já possui uma economia relevante, famílias com patrimônio e grupos empresariais fortes, mas ainda tem espaço para desenvolver uma infraestrutura financeira local mais sofisticada.
Em uma tese estratégica desenvolvida pela companhia, a ideia é resumida em uma frase: “Maringá gera riqueza. Agora precisa atrair capital.” O raciocínio é que a cidade precisa primeiro organizar melhor o capital local, criar estruturas, governança e histórico, para depois ampliar sua capacidade de receber investidores externos.
Na prática, isso significa aproximar famílias, empresários, veículos de investimento e mercado de capitais. A ambição é que Maringá deixe de ser apenas uma cidade que gera patrimônio e passe também a ser um destino de capital.
“Não queremos apenas administrar o dinheiro que já existe. Queremos ajudar Maringá a construir uma estrutura financeira capaz de organizar patrimônio, financiar empresas e atrair capital.”.

A busca por um modelo diferente
A Vinde aposta que a próxima transformação do mercado financeiro brasileiro será menos sobre acesso a produtos, algo que bancos e plataformas já ampliaram nos últimos anos, e mais sobre coordenação.
A empresa busca avançar em cinco frentes: sair de uma lógica centrada em produto para uma lógica centrada em patrimônio; trabalhar com arquitetura aberta; integrar profissionais e decisões que hoje atuam de forma isolada; desenvolver novas capacidades dentro do grupo; e criar uma ponte entre o capital de Maringá e investidores de outros centros financeiros.
O movimento inclui a estruturação de uma gestora de recursos e de uma operação imobiliária, além do aprofundamento do planejamento patrimonial. Para o grupo, essas verticais fazem sentido quando ajudam a coordenar melhor o patrimônio e ampliar as possibilidades do cliente — e não como simples expansão de prateleira.
Lucas Sardeti passa a integrar o time de colunistas do RCC News
A partir desta nova fase, Lucas Sardeti também passa a integrar o time de colunistas do RCC News. Semanalmente, o empresário deverá abordar temas ligados a mercado financeiro, economia, patrimônio, investimentos, crédito, sucessão e decisões que impactam famílias e empresas.
A proposta da coluna será aproximar assuntos normalmente tratados de forma técnica da realidade do empresário e do investidor.
“Tem muita informação disponível, mas nem sempre existe contexto. A ideia é traduzir o que está acontecendo e mostrar por que aquilo importa para quem tem empresa, patrimônio e família para cuidar.”
A nova coluna estreia nas próximas semanas no RCC News.

Redação: RCCNews