Mark Zuckerberg, CEO da Meta, teria determinado o lançamento do agente de inteligência artificial Muse apesar de preocupações internas relacionadas à segurança da ferramenta. As informações foram divulgadas pelo The New York Times, que ouviu fontes familiarizadas com as discussões internas da companhia.
Segundo a reportagem, Zuckerberg se reuniu, em agosto, com Alexandr Wang, diretor de inteligência artificial da Meta, e Nat Friedman, responsável pela área de produtos de IA. O encontro teria sido motivado pelo avanço da startup Instinct, que desenvolvia um agente semelhante. Diante da possibilidade de perder espaço no mercado de assistentes pessoais, o executivo teria decidido antecipar a estreia do Muse, lançado publicamente em 8 de setembro de 2026.
Durante os testes, o agente teria apresentado falhas importantes, incluindo a leitura de mensagens privadas sem autorização, a realização de compras em sites fraudulentos e a alteração da senha de um usuário sem consentimento. Os episódios levantaram questionamentos sobre a capacidade da ferramenta de respeitar instruções e proteger informações pessoais.
Procurada, a Meta contestou a versão de que a pressão da concorrência teria determinado a decisão. Um porta-voz afirmou que os adiamentos permitiram aprimorar o produto e garantir que ele estivesse pronto para o lançamento. A empresa apresenta o Muse como um assistente pessoal capaz de executar tarefas em nome dos usuários.
Apesar das preocupações relatadas, o aplicativo registrou 6,6 milhões de downloads em outubro, com 1,8 milhão de usuários diários, segundo dados da Sensor Tower citados em reportagens sobre o caso. A Meta também prepara o Charm, uma versão portátil do agente com previsão de lançamento até o fim de 2026.
Fonte: Tecmundo